Turismo consciente

Porque você nunca deveria fazer “volunturismo” em orfanatos

Quando eu estava no começo faculdade, botei na minha cabeça que queria trabalhar como voluntária. De preferência num país da África. Disse que queria ter uma experiência no exterior que me diferenciasse dos meus colegas e que me desse alguma credibilidade em termos profissionais. E, claro, queria fazer a diferença. (RISOS) Me inspirei nas fotos de conhecidos que já tinham feito o mesmo e tentei convencer minha mãe da ideia.

Minha mãe retrucou: Mas por quê? Você vai fazer um trabalho do qual você nada sabe (cuidar de crianças com necessidades especiais, ajudar na construção de escolas ou ensinar) e que não está relacionado com o que voce aspira pra sua carreira.

Eu lembro de ter respondido: Mas, mãe! Imagina quem for ler meu currículo! Vai ver que eu fiz trabalho voluntário na Costa do Marfim! É muito diferente!

Na época, ela simplesmente vetou a ideia por falta de argumentos convincentes da minha parte. E tenho que admitir (mãe, sei que você tá lendo!): ela estava certa!

Eu sei que quem viaja para fazer esse tipo de trabalho voluntário tem a melhor das intenções e às vezes está achando que isso é algo que o mercado de trabalho espera que voce faca pra se diferenciar. É muito comum que jovens no fim do ensino médio – principalmente de países desenvolvidos – façam esse tipo de “volunturismo”. Voltam todos se achando muito iluminados por terem ajudado o próximo – uma ideia romântica e ingênua de ter gerado um impacto positivo no mundo.

E se eu te dissesse que você ajuda mais lavando a louça em casa do que voluntariando num orfanato?

Agora vamos para reflexão? Sei que dói mudar de ideia, mas eu prometo que meus argumentos serão convincentes.

Foto usada para vender pacote de volunturismo em orfanato

Por que a gente acha que sabe o que é melhor pro outro?

Para começar, ser voluntário num país que você não conhece, praticando uma tarefa em que você não tem experiência, numa situação em que você não precisa sequer ser selecionado ou treinado para tal parece um pouco estranho, né?
Dentro do mundo do Desenvolvimento Internacional existe muita discordância entre práticas que funcionam ou não para projetos sociais. Muitas vezes, quando quem executa o projeto é alguém de fora daquela comunidade, o resultado não é o esperado. Não podemos criar uma hierarquia dizendo que nós sabemos o que é melhor para as criancinhas do Mali. Simplesmente porque o que talvez funcione em termos de desenvolvimento infantil no Brasil, na Holanda ou no Japão, não funcionaria lá.

Diversidade cultural também exige soluções locais planejadas e executadas com participação ativa daqueles que são diretamente afetados pelo problema.

Por exemplo, Eu não posso chegar na sua casa e dizer que a educação que você dá ao seu filho está errada. Os filhos são diferentes, o contexto é diferente e o que funciona pra um, não funciona pra outro. Assim como soberania de mãe prevalece em cada lar, soberania do país e dos atores locais também deve ser respeitada ao se executar um projeto social.

Então, quando for se envolver com algum projeto do tipo, se engaje com pesquisas pra saber o que está sendo discutido sobre ser a melhor solução pra aquele problema. Se grandes ONGs e agências da ONU fazem isso há anos e ainda assim recebem críticas, imagina um projeto que você mal conhece e que contrata um bando de gente sem qualificação pra trabalhar.

Não estou dizendo que todo tipo de trabalho voluntário é algo ruim, mas que devemos prestar atenção pra entender o nosso papel e se nossa participação esta realmente ajudando/empoderando aquelas pessoas ao invés de estar atrapalhando. Pergunte a si mesmo: E quando eu for embora? Vou deixar um legado? Fiz algo de construtivo? E no longo prazo?

Agora, mais especificamente sobre voluntariados em orfanatos, eu vou ser um tiquinho mais radical e dizer pra voce NÃO fazer. pf nunca te pedi nada.

MAS POR QUE, LOUISE? TANTA CRIANÇA SOFRENDO, EU QUERO AJUDAR. SÓ QUERO LEVAR FELICIDADE PRA ELAS.

Ok!

Para dar uma base a meu argumento: Existe uma campanha organizada pela Better Care que já tem como signatárias varias universidades pelo mundo – inclusive, nós fizemos a campanha #StopOrphanTrips ano passado na ISS, onde eu fiz meu primeiro ano do mestrado, e a reitora também assinou o juramento apoiando a Better Care – a qual vocês podem pesquisar com mais calma depois. Esse têm sido tópico de pesquisa em muitas ONGs que trabalham com infância e adolescência há anos e até agora não há um resultado que prove que esse tipo de “volunturismo” seja benéfico para as crianças.

MAS POR QUE FAZ MAL ÀS CRIANÇAS?

Lhes dou alguns motivos:

1- Virou um negócio pra atrair gringo

Milhares e milhares de jovens viajam e pagam para trabalhar em orfanatos em países em desenvolvimento. É o famoso “gap” year, principalmente para os jovens dos países do Norte Global que desejam viajar, mas também “ajudar quem precisa”, mesmo que muitas vezes ninguém tenha pedido a ajuda deles. A demanda por esse tipo de atividade é tão grande, que os países que recebem esses turistas viram uma oportunidade de negócio. Orfanatos se proliferaram com a intenção de atrair cada vez mais turistas que pagam valores altíssimos para trabalhar de graça. Na Uganda, um orfanato que mantém crianças em péssimas condições, chegou a construir um hotel em suas premissas pra manter os voluntários estrangeiros. Ou seja, a intenção está cada vez mais ligada em atrair clientes do que realizar o trabalho com crianças vulneráveis.

2- Os orfanatos ganham mais se as crianças continuarem pobres e melequentas

Por conta de terem virado um atrativo para esses “clientes internacionais”, as crianças são cada vez mais mal tratadas nessas instituições. Em uma palestra que fui, um ex órfão relatou que o orfanato os mantinha com a pior aparência possível toda vez que chegava uma leva de voluntários, para que gerasse uma comoção e pudesse “fazer valer o dinheiro” que pagaram pra voluntariar num orfanato. As crianças deficientes e mais novas eram as mais usadas para esse tipo de recepção, pois geravam mais comoção. Já os mais velhos eram escondidos dentro das premissas do orfanato.

3- Virou pacote de turismo pra pedófilo

Infelizmente, esse tipo de turismo tornou as crianças muito suscetíveis a abusos. Sem uma referência familiar e educação sexual, as crianças confundem abuso com carinho e acabam numa situação de extrema vulnerabilidade. Há casos, inclusive, de orfanatos que vendem esses pacotes para pedófilos, que pagam rios de dinheiro e ainda saem impunes.

4- É ruim para o desenvolvimento infantil e causa problemas de apego
Imagina se todo dia você tivesse pais diferentes na sua casa cuidando de você? Meio confuso, né? É o que acontece com crianças em orfanatos. Todo dia chega uma leva de estrangeiros que ficará em média entre 15 dias a 3 meses e depois vai embora. As crianças se apegam a pessoas que vão embora e acabam tendo dificuldade em desenvolver suas capacidades de relacionamento humano. Isso gera problemas de confiança e sentimento de abandono.

5- A longo prazo não traz benefício algum para as crianças
Um programa de voluntariado de curto prazo não gera nenhum impacto no longo prazo. Projetos sociais devem ter início, meio e fim. São planejados meticulosamente e traçam uma série de objetivos a curto e longo prazo para serem atingidos dentro de um espaço de tempo. Se mesmo grandes ONGs são criticadas pela forma como executam seus projetos, como voce acha que um trabalho inconsistente que durou 20 dias vai ajudar aquelas crianças? No dia que você vai embora, chega um novo voluntário que começa tudo do zero. Não há sustentabilidade, não há uma forma de quebrar o ciclo da pobreza.

6- Cria incentivos para famílias enviarem seus filhos cada vez mais pra instituições

Cerca de 80% das crianças institucionalizadas ainda tem um dos pais vivos. “Então por que estão num orfanato?”. Muitas vezes, pais que se vêem em condições de extrema pobreza preferem enviar seus filhos para instituições como essas – às vezes apresentadas a eles como um internato e não orfanato. Enquanto isso, o volunturismo não está estimulando projetos que visam reintegrar essas crianças às famílias e ajudá-las a desenvolver a capacidade de criar seus filhos, mas estamos incentivando o proliferamente de instituições que não agem para o melhor interesse dessas criancas.

7- Link com tráfico de pessoas

Algumas organizações internacionais estão desenvolvendo estudos que apontam a relação direta entre orfanatos e tráfico de pessoas. Por conta dessa demanda por orfanatos, crianças são traficadas, especialmente de zonas de conflito, para serem institucionalizadas e gerarem renda pro orfanato.

8- Gera desemprego para moradores da região

Se voce pode ter um gringo que PAGA pra trabalhar pra você, por que você contrataria um trabalhador local que faz um serviço sério por um valor alto? Essa é a lógica dos donos de orfanato. Eles têm mão de obra não somente gratuita, mas que paga pra trabalhar. Isso tira todo o incentivo de contratar trabalhadores locais, gerando desemprego naquela região.

MAS E AGORA? SE EU NÃO POSSO MAS IR PRO ORFANATO, VOU FAZER O QUE?

Tenho certeza que sua vida não vai acabar por causa disso, mas se você quer alternativas, seguem algumas:

1- Apoie projetos que tem como centro de apoio a família ou a comunidade

Apenas uma parcela mínima dessas instituições realmente estão preocupadas em reintegrar crianças em suas famílias/comunidade ou de realizar o processo de desinstitucionalização através de adoção, cuidados de acolhimento e outras práticas conhecidas internacionalmente por serem eficazes. Então, procure ajudar projetos que ajudem famílias, fazendo com que elas sejam capazes de cuidar de suas crianças da melhor maneira possível.

2- Procure voluntariados que se aplicam às suas habilidades

Seja útil! Passar uma semana construindo uma escola nas Filipinas send que voce tem zero habilidades de construção não vai ser util para ninguém e pode trazer riscos depois que suas ‘férias’ acabarem pros que ficam. Procure se envolver com projetos onde voce possa usar as habilidades que já possui ou onde terá a oportunidade de desenvolver habilidades que almeja para sua vida profissional.

3- Apoie organizações que ja vem realizando um trabalho consistente

Sabia que você pode voluntariar com grandes ONGs que já praticam um trabalho consistente na erradicação da pobreza? Você pode doar para campanhas e projetos específicos ou até se envolver como voluntário através deles. Assim, terá a oportunidade de participar de um projeto com mais credibilidade e quem sabe poderá gerar impacto positivo na vida de alguém! Por exemplo: ActionAid,(já fui voluntária no Brasil com eles) Oxfam (fiz meu estágio com eles na Holanda), Save The Children , Stahili Foundation (eles costumavam a aceitar voluntários que trabalham a distância) e etc..

4- Faça uma viagem convencional

Se você tem pouco tempo, planeje uma viagem normal sem realizar nenhum tipo de trabalho. Aproveite pra visitar lugares menos conhecidos, converse com locais, use o transporte público, coma num restaurante simples. Essas coisas vão te trazer muita experiência e histórias pra contar. E sabendo se vender bem, quem sabe essas habilidades de uma vida viajante não virem habilidades profissionais que você pode colocar no CV também?

MAS, LOUISE, VOCÊ ESTÁ DIZENDO QUE ORFANATOS DEVERIAM DEIXAR DE EXISTIR?

Não é muito realístico pensar que vamos extinguir todos os orfanatos do mundo, afinal, existem crianças que são realmente órfãs e não tem onde morar. Mas a institucionalização infantil deve ser algo temporário e governos, comunidades locais e a comunidade internacional devem pensar em alternativas para incluir cada vez mais o órfão num ambiente familiar ao invés de mantê-lo num orfanato. A referência familiar ainda é algo que acredita-se ser o melhor para o desenvolvimento infantil.

E não sou eu que to dizendo isso! É a J.K. Rowling!

Sim, J.K. Rowling fundou a organização Lumos (sim! aquele feitiço de iluminar a varinha!) que trabalha com desinstucionalização infantil. Sugiro que dê uma vasculhadinha no site deles. E tenho que confessar que o momento mais feliz da minha vida profissional foi ter sido retweetada por eles quando postei sobre a campanha #StopOrphanTrips. haha

AH, LOUISE, MAS A MINHA EXPERIÊNCIA NUM ORFANATO FOI DIFERENTE!!!

Essa é a resposta padrão de quem geralmente se nega a acreditar o quão prejudicial é a institucionalização infantil. A não ser que o orfanato seja aquele um em um milhão que está ativamente tentando que essas crianças sejam reintegradas na familia e na comunidade e procurando foster care (sistema de acolhimento) ou adoção, em vez de apenas mantê-las naquela condição, então não tem como defender!

Já peço desculpas pelo post longo e sério, mas é um assunto que deve ser discutido. Turismo tem que ser feito de maneira consciente e sustentável e espero, com esse blog, gerar um espaço onde possamos discutir todas essas questões.

Você também tem aquele amiguinho que tá pensando em fazer volunturismo em orfanato? Segura a mão dele e explica com calma que não é bem por aí. Manda esse link para ele também e procurem juntos alternativas pra gerar um impacto positivo no mundo.

Seguem aqui os links pros mais curiosos:

Campanha da Better Care
Be a ChildSafe Traveler
Matéria do The Guardian com relato de alguém que trabalhou em orfanato em Honduras
Relato sobre um orfanato em Ruanda 
Relato de J.K. Rowling para o Independent
Posicionamento da Save the Children
Matéria do Huffpost sobre o tema
Posicionamento da London School of Economics
Matéria do The Guardian sobre o tema 
Exploração de crianças no Camboja e algumas estatísticas 

Vídeos:
Tara Winkler TEDx Talk
Stop Orphanage Trips

20 thoughts on “Porque você nunca deveria fazer “volunturismo” em orfanatos”

  1. Infelizmente, as pessoas acabam procurando mais o “se sentirem bem” do que o efetivamente melhorar a vida dos ajudados. Nem acho que seja proposital: trata-se apenas de falta de reflexão.

    Se formos pensar racionalmente apenas a despesa de ida e volta para esse país africano, se doado para organizações eficazes, compensaria muito mais do que qualquer trabalho voluntário que viesse a ser feito.

    Por conta disso nós do Altruísmo Eficaz temos nos empenhado em disseminar quais são as organizações sérias e eficazes na ajuda global (você pode ver uma lista delas em http://www.thelifeyoucansave.org) e também como causar o maior impacto positivo no mundo com nosso trabalho (https://80000hours.org ). Dá pra ir muito além do “sentir-se bem”.

  2. Concordo em partes.
    Mas me voluntario pra fazer a diferença. Não importa que seja pequena, eu só quero fazer minha parte. As crianças só veem tragédia e sofrimento, qual o problema em ter alguns dias de alegria com os voluntários?
    Eu ia pagar pra fazer um voluntariado internacional, mas prefiro continuar no daqui mesmo

    1. Como eu disse no texto, você pode fazer a sua parte de outras formas. Infelizmente, dessa maneira, está trazendo mais prejuízos que benefícios porque eles preferem manter as crianças o mais pobres possíveis pra chamar a atenção de quem tem essa intenção de apenas ajudar. Eles usam o seu bom senso pra lucrar em cima da pobreza dessas crianças. Procure outras maneiras de fazer sua parte e ajudar crianças em situações de vulnerabilidade através de instituições consolidadas e com programas de credibilidade. Espero que tenha entendido a mensagem do texto! =)

  3. Nossa! Nunca tinha visualizado a situação por este ângulo, adorei seu texto e sua crítica sobre o assunto, sempre pensei em fazer voluntariado para os animais, pois adoro bichos. Mas acho q preciso rever este aspecto também. Você sabe algo sobre voluntariado de animais?

  4. Infelizmente, a necessidade de ajudarmos outros seres humanos me faz ver com mau olhado aqueles projetos de resgate a animais. Me incomoda saber que as pessoas preferem resgatar um cão sarnento a um mendigo na rua. Falta humanidade e empatia.

  5. Ótimo texto é ótima reflexão! Que as pessoas que querem fazer o bem de verdade possam refletir e organizar um jeito melhor de realmente ajudar. Consciência é tudo!

  6. Louise, eu vivi em uma instituição para crianças quando pequena e o que mais me marcou foi quando você falou do apego. Não recebíamos turistas (graças à Deus, me sentiria num zoológico – que por sinal detesto), mas nos apegávamos muito aos voluntários. Todas as outras questões foram muito bem colocadas, convida o povo a pensar fora da caixinha. Parabéns!
    PS.: Também escrevo sobre viagens mas com um conteúdo bem pastelão , bom demais ler um artigo tão esclarecedor como o seu .

    1. brigada pelo seu comentário! muito legal ouvir essa outra perspectiva. Que legal que você tem um blog! Depois me procura la no insta pra eu te seguir @blogonceuponatrip .. ou me mandar o link! beijo

  7. Nossa, sempre me incomodei com fotos de pessoas com crianças nesses locais, mas nunca entendi porque. Muito bom o texto, traz uma ótima reflexão!

  8. Excelente matéria! Estou um pouco assustada, nunca tinha pensado por esse lado… Triste saber que até nesse meio existe gente mal intencionada que se aproveita dos outros. Obrigada por abrir minha mente e meus olhos para essa situação. Ao conversar sobre viagens, vou ter o assunto em mente e repassar para meus conhecidos, acredito que o bem estar dessas crianças deve vir sempre em primeiro lugar. Muito bacana seu blog, estou acompanhando os outros posts também, parabéns! 🙂

  9. Texto maravilhoso e que precisa ser compartilhado o máximo possível.

    Essa ideia vendida por algumas organizações do voluntariado se “sentir bem” é uma grande armadilha e com os pontos que você colocou me abriram os olhos e agora entendo porque me incomodava essas venda de pacotes de “volunturismo” e o povo ao redor tudo acha a atitude mais linda do mundo sem saber ou sem interesse de ver a verdade do que acontece nos bastidores desses orfanatos.
    Dá pra fazer uma ponte com aquelas pessoas que por mais fotos, vídeos e relatos falando sobre o que acontece com os animais selvagens etc que as pessoas “conseguem abraçar” eles em fotos e elas continuam contribuindo $$ pra esse tipo de crueldade quando poderiam estar visitando santuário(vou até pesquisar mais porque sempre poder ter surpresa ao defender uma alternativa mais segura) já que querem tanto ajudar animais em situações de perigo etc,
    Se me permite vou tirar print do seu texto e colocar o link no meu instagram.
    🙂

    1. Brigada pelo feedback! Tem um texto aqui no blog falando das atrações turísticas que exploram animais também. Depois dá uma conferida. E pode compartilhar o quanto quiser =)

  10. “Turismo tem que ser feito de maneira consciente e sustentável”. Siiiim. Assunto sério e super importante de ser discutido. Ótimo texto, gratidão por compartilhar!!

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